Terceiro Domingo do Advento

Tânia Cristina Santos Matos

Chegamos ao terceiro domingo do Advento. Maria segue gestando o Menino Jesus, restam agora, apenas duas semanas para o nascimento da “Criança Especial”.

O convite continua sendo para cultivarmos o nosso mundo interior. Os ventos da confiança e da esperança devem ser nossos mais íntimos companheiros durante este período. Neste domingo iniciamos o acendimento da terceira vela, a de cor amarela. No Ser Humano é a representação do nosso Corpo Astral. Residência das nossas relações, espaço preenchido pelos sentimentos e campo fértil para o nosso emocional. Na Humanidade, temos a representação do Reino Animal.

Quando nos lembramos da cena do Nascimento de Jesus, temos, com muito destaque a imagem do “Burrinho de Maria”; além dos animais que estavam no estábulo. Nos animais, aparece algo inexistente na planta: a lembrança, no caso, repetição de sensações, fato que nos permite “treiná-los”.  Nos animais ocorre ainda algo que não há nas plantas: alternância de estados de consciência, entre sono e vigília. É o ritmo sendo lentamente introduzido na existência.Ao contrário do que se possa imaginar, este é um dos períodos mais desaf
iadoras da alma. Após a Festa de Micael, na qual conquistamos dádivas pelo “domínio do nosso dragão interior”, estamos fortalecidos para vencer todas as dificuldades que nos possam aparecer para dificultar o nascimento do impulso de luz que se prepara em nosso coração.

Nesta noite, acendamos então as três velas: a azul, do Reino Mineral ou do Corpo Físico; a verde, do Reino Vegetal ou do Corpo Etérico e, por fim, a de cor amarela; representante do Reino Animal ou do Corpo Astral.

Como pequena sugestão de pergunta meditativa para a terceira semana do Advento podemos ter: Que nova qualidade das relações humanas quero “gestar” para o ano vindouro?

 

 

Compartilhar:
Share